Aspas do artista
“Isso acontece frequentemente de uma obra nova iluminar uma obra muito antiga ou iluminar uma obra do meio, e compreender… Eu costumo dizer o seguinte, um artista encerra a sua obra no momento em que ele cessa de ser, no momento em que o corpo dele não está mais aqui pra fazer uma obra e a rigor ele não encerra a obra, porque a obra começa a funcionar. Do mesmo modo que quando eu faço uma escultura, um desenho, uma performance, o que quer que seja, é um momento de consolidação de um pensamento.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“Eu acho que todos nós somos poetas porque todos nós temos a disponibilidade de fazer essas construções, de fazer emergir a profunda subjetividade, o profundo do sujeito à superfície, agora poucos são aqueles que se põe disponível à essa atividade. E hoje na sociedade essas pessoas são chamadas de artistas.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“Esse título que esclarece a estrutura dessa obra, onde ela vai, se refere a uma transfusão de um modelo da topologia para a linguagem. Está indicando essa via de dois lados do incesto. Quando eu anunciei esse título ele ficou um tanto misterioso pra mim. E ainda é latente o significado profundo dele. Ele emana significados, ele emana a questão da interioridade e da exterioridade como um contínuo, ele coloca essa ideia de um espaço contínuo entre o dentro e o fora e entre o representado e o representante.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“Um artista, um poeta, quando faz alguma coisa tem uma responsabilidade muito grande porque aquilo vai fazer parte efetiva de um momento intenso da vida de alguém. Então essa é uma consequência ética desse fazer que a gente tá falando.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“Eu acho que toda poesia é passível de ser pensada através da psicanálise, de instrumentalizar mesmo a psicanálise, bem como a psicanálise instrumentaliza o campo mítico e o campo poético, então é uma via de dois lados. É um palíndromo, né.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“Acho que ninguém tem nada de excepcional, acho que todo mundo tem tudo de excepcional, então todo mundo pode fazer arte. A arte é uma prova de que você pode fazer isso, de que todo que qualquer outra pessoa pode fazer. Acho que todo mundo pode fazer e todo mundo faz, só que as pessoas não se dão conta não apresentam a intencionalidade e nem a disponibilidade pra pensar o mundo desse modo.”
Trecho do vídeo “Entrevista – VICE entrevista o artista plástico Tunga”, 2014.
“I’d rather remember the instant when they all were just one. Me lembro até, que eram todos some continents, and then, they split. Quebraram-se, separaram-se. Esses continentes separados formaram ilhas, e suas populações, lots of populations in each of these islands, became strange beings, sexual beings maybe, perverse, polymorph. Monstrous is the transparency, monstrous is the shine. Monstrous is the opacity. Vejo como objetos monstruosos, monstruosos porque já não são mais contínuos. They are kind of looking for how they were before – continuous, one. Agora, now, they can break but they are not broken. Now it is flowing, it’s flowing, está fluindo… I’d rather remember the instant when they were all just one.”
Trecho do vídeo “Biennale Lyon”, 2014.
“Tarde vos amei (Sero te Amavi) tem como referência um pequeno texto das confissões de Santo Agostinho. Tarde vos amei é um momento das confissões de Santo Agostinho em que ele fala da busca da beleza, ele diz que buscava a beleza fora e a beleza estava dentro. É um texto místico, um texto com uma força poética muito veemente em que ele fala da interioridade e da exterioridade em relação à fé.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“É muito simples: todo mundo sonha. TODO mundo sonha. Isso aí é matemático. Todo mundo sonha e todo mundo opera esse processo simbólico diferente. Entretanto, 99 por cento das pessoas não dão a atenção merecida ao que acontece com elas enquanto elas sonham.”
Trecho do vídeo “Entrevista – VICE entrevista o artista plástico Tunga”, 2014.
“Integrity flows and constitutes the whole piece. Nothing has been broken. Everything reflects. One after the other… são uma sucessão, they are in series. Pathological images of the spectrum, o espectro monstruoso… Everything reflects. Everything is the image. Each piece is the image of the other. But they are just images, they do not have a real existence, but a mental one, maybe.”
Trecho do vídeo “Biennale Lyon”, 2014.