“O Quase Auroras é um registro quase mítico, onde imagens quase fugazes, quase inatingíveis, quase imperceptíveis, estão em estado de aparecer, de quase aurora, como eu digo, e a imagem que elas representam são cenas que você intui um pensamento mítico por trás, são elementos que parecem construir um mito, mas que não estão amarrados, eles estão ali também no mesmo estado daquilo que eu chamo de pré-mítico (…)”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“O tripé é uma estrutura em que a unidade não é um, ou dois, mas três. Isso me faz pensar em Eros. Eros é um deus grego, o grande instrumento da conjunção, a santidade que reúne dois olhares humanos, transformando estes em olhares de deus, deuses se olhando, o que torna o amor possível e faz com que dois se tornem três. Então, o tripé é uma representação dessa ideia de que um são três se o amor está presente, se Eros está presente.”
Trecho do vídeo “Tunga in conversation with Mari Carmen Ramirez”, Luhring Augustine, 2014.
“O que a gente busca é a atualidade da palavra, quer dizer, aquele momento onde a coisa se instaura. No momento em que a coisa se instaura ela é, depois ela é memória daquilo que foi.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“Eu entendi que um cristal é algo que vem do interior da terra, de uma alta pressão, entendi que a pérola é uma camada sucessiva de algo produzido pela ostra, entendi que as esponjas vem do fundo do mar, entendi que um meteorito é como o pó de uma estrela, e juntar essas enormes diferenças é uma forma mágica de conectar diferentes lugares e espaços.”
Trecho do vídeo “Tunga in conversation with Mari Carmen Ramirez”, Luhring Augustine, 2014.
“O pensamento artístico mesmo que me interessa é esse tornar real e presente aquele instante.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“A questão era juntar a heterogeneidade para criar estranheza. Então, tentei juntar as coisas mais distantes e remotas para criar um novo efeito, e esse novo efeito seria um novo sentimento para o corpo e para a consciência.”
Trecho do vídeo “Tunga in conversation with Mari Carmen Ramirez”, Luhring Augustine, 2014.
“A descontinuidade desse ponto brilhante com o resto da superfície escura, que não reflete a luz, você identifica aquilo que não reflete a luz, que não é negro. E você identifica o negro. Então esse momento de lucidez, de luz, faz com que o negro seja negro, embora ele não seja negro aonde ele tem luz. O Nigredo é uma das fases daquilo que na alquimia são processos de transformação da matéria, o Nigredo seria aquilo que é equivalente ao começo dos trabalhos em direção à lucidez, em direção ao brilho, em direção ao brilho do ouro, ao brilho do diamante.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“As linhas sempre foram um problema central para mim, a relação entre as linhas e os volumes. Então, eu vi nas linhas do desenho, contornos de corpos. Mas estes corpos nem sempre estão em contraste com o plano de fundo. As linhas dividem um continente de outro continente, um corpo de outro corpo, então há muitos anos estou praticando esses desenhos em que a continuidade da linha define corpos diferentes, que criam, de alguma forma, uma forma de narrativa.”
Trecho do vídeo “Tunga in conversation with Mari Carmen Ramirez, Luhring Augustine, 2014.
“Eu falo dessa presença de uma escultura, por exemplo, como algo sagrado. Como a palavra era sagrada no antigo Egito onde ela não só nomeava a coisa mas ela fazia a coisa aparecer. Eu acho que o que o artista faz é fazer surgir aquilo que não é.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“O pensamento artístico mesmo que me interessa é esse tornar real e presente aquele instante.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.