“O que está presente ali é que ele continua sendo um só corpo apesar da fragilidade da conjunção daquilo que as liga, e é uma determinação delas, segundo o texto literário, a ficção que eu construo em torno disso, é uma determinação delas se recusarem a cortar o cabelo, ou seja, a operar essa separação, esse desligamento.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014..
“E é por isso que aí estão, mostrando essa diversidade de reflexos. The diversity of reflections of this unique being, which used to be one and now is split into an enormous amount of similar beings. All the same, all different. Look in the mirror. Será que ali podemos encontrar a nossa imagem? Será que deles, há uma imagem correspondente? No, I don’t think so. They exist on their own. But they are just the images, perverse, pathological images of the same.”
Trecho do vídeo “Biennale Lyon”, 2014.
“A trança é a primeira forma reflexiva do humano feminino sobre a construção da unidade a partir de três. A trança surge então como uma expressão, a primeira expressão de abstração que o homem (feminino, a mulher) estabelece.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“Eu usei a imagem do Toro, que é uma imagem topológica, uma superfície contínua, e a minha questão original era: como conectar um corpo fechado a outro corpo fechado a outro corpo fechado, construindo um espaço contínuo cujos elementos fossem discretos ao mesmo tempo?”
Trecho do vídeo “Tunga in conversation with Mari Carmen Ramirez, Luhring Augustine, 2014.
“Eu acho que a função central da poesia e da arte não está necessariamente ligada a esse lugar onde a arte acontece institucionalmente, ela está ligada à experiência da subjetividade, à experiência da multiplicidade do sujeito, que somos nós.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“Então, a minha ideia é que é possível resgatar este estado em que o corpo é uma reconstrução de fragmentos, de emoções e sensações. Em cada momento você introjeta uma nova estrutura do corpo que não é idêntica ao que você vê no espelho ou a como você pensa sobre si mesmo.”
Trecho do vídeo “Tunga in conversation with Mari Carmen Ramirez”, Luhring Augustine, 2014.
“A questão que eu me coloquei é a questão de construir uma totalidade a partir de fragmentos. E me perguntei se esses fragmentos não eram em si totalidades, se aquilo que é anunciado na modernidade como metonímico não pode ser substituído pelo metafórico e a construção da obra é uma grande metáfora construída por metáforas.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“Essa escultura é tudo além de uma escultura, dado que o que ela representa não está lá. Os corpos das moças representadas são o vazio, são o espaço inteiro.”
Trecho do vídeo “Tunga in conversation with Mari Carmen Ramirez”, Luhring Augustine, 2014.
“Toda subjetividade é a teoria de um sujeito possível. Desse modo, a bolha, a situação de que um sujeito é um fragmento… Um sujeito é uma totalidade. E uma sociedade, uma comunidade, é uma totalidade de totalidades. Não somos formiguinhas que temos um corpo único. Não. Somos universos que constelam dentro de um grande cosmos de outro universos.”
Trecho do vídeo “O Espaço é do Artista”, 2014.
“Eu acho que os três momentos da exposição se referem à possibilidade de alquimia do corpo: as transformações físicas e químicas, as referências que evocam o aspecto mineral do corpo, já que a maioria das peças é feita a partir de minerais e vegetais como a resina que é bastante presente. Então imagine o corpo humano reconstruído pela alquimia de elementos que não são propriamente do corpo mas que são parte de um panorama, parte do mundo.”
Trecho do vídeo “Tunga in conversation with Mari Carmen Ramirez”, Luhring Augustine, 2014.